Medicina de Emergência no mundo
Segundo dados do American College of Emergency Physicians (ACEP), o primeiro programa de Residência Médica em Medicina de Urgência dos Estados Unidos foi implantado em 1970, na University of Cincinatti. Em janeiro de 1972, foi publicado o primeiro JACEP, que, em 1980, veio a se tornar o Annals of Emergency Medicine, hoje o principal periódico específico de Medicina de Urgência. Em junho de 1976, formou-se o American Board of Emergency Medicine e, em setembro de 1979, a Medicina de Urgência passou a ser considerada uma especialidade médica pelo American Board of Medical Specialties e pela AMA. Em maio de 1980, os primeiros emergencistas foram certificados pelo American Board of Emergency Medicine. Atualmente, existem mais de 21 mil médicos associados ao ACEP
A prática da medicina de emergência hoje no mundo encontra-se dividida em duas vertentes – o modelo Anglo-Americano (visão da ABRAMEDE) e o modelo franco-germânico:
- Modelo Anglo-Americano (EMERGÊNCIA COMO ESPECIALIDADE): o cuidado dos pacientes graves nas emergências é providenciado por médicos especialmente treinados, que possuem capacidade para administrar uma ampla variedade de serviços para todos os pacientes que se apresentem em um departamento de emergência especialmente preparado. A Medicina de Emergência é reconhecida neste modelo como uma especialidade independente, com associações profissionais próprias (ACEM nos EUA, ). Existe uma plano estruturado de treino e educação (residências) para interessados na especialidade, e qualificações reconhecidas (educação continuada para não emergencistas).
Alguns países que adotam tal modelo: EUA, Reino Unido, Irlanda, Finlândia, Austrália, Nova Zelândia, Coréia do Sul, Israel, Cingapura, China, México, Peru, Nicarágua. Em 1996, a Itália – que até então considerava a medicina de emergência como um ramo da medicina interna – iniciou um programa de residência médica em medicina de emergência, começando a trocar o sistema anterior – Franco-Germâncio – para o modelo atual – Anglo-Americano. - Modelo Franco-Germânico: em países como Alemanha, França, e Rússia, a medicina de emergência não é reconhecida como especialidade. A maioria dos médicos que atendem nas emergências provém de outras especialidades, tais como anestesiologia, cirurgia geral e medicina interna – situação muito semelhante à do Brasil hoje.
Na maioria dos países em desenvolvimento, o atendimento a casos graves é dado por ambulâncias terceirizadas, em serviços com corpo clínico composto por médicos recém-formados, sem qualquer pós-graduação, em postos de trabalho com péssimas relações trabalhistas, vistos em sua maioria como “empregos temporários”, pessimamente equipados e superlotados – situação encontrada hoje na maioria das emergências do Brasil!












Gostaria de poder me expecialzar em emergencias medicas. Aqui no Brasil não conheço uma Residencia em emergencia, se puderem me direcionar para algum centro no Brasil ou mesmo fora do pais ficarei muito grato
Obrigado