Polidipsia, polifagia e emagrecimento
Homem de 16 anos, deu entrada no pronto-socorro com dor abdominal, náuseas e vômitos há 1 dia. Apresentava polidipsia, polifagia e emagrecimento de 7 kg há 2 meses. Exame físico: MEG, desidratado: 2+/3+, descorado: +/4+, taquipnéico, emagrecido, sonolento; pressão arterial: 100×60 mmHg, pulso: 110 bpm, freqüência respiratória: 24 ipm, temperatura: 36.4ºC; cardiopulmonar: normal; abdome: doloroso difusamente à palpação profunda, sem outras alterações. Glicemia capilar: 534 mg/dL, cetonúria: 4+/4+, sódio: 156 mEq/L, potássio: 6,9 mEq/L; gasometria arterial: pH: 7,18, bicarbonato: 13 mEq/L. A conduta inicial correta é hidratação com:
a) soro fisiológico e bicarbonato de sódiona 1ª hora.
b) soro fisiológico, insulina regular subcutânea e reposição de potássio após início de diurese.
c) soro ao meio (NaCl a 0,45%), insulina regular EV e reposição de bicarbonato.
d) soro fisiológico e insulina regular EV.
e) soro ao meio (NaCl a 0,45%) e insulina regular IM.













Caso clássico de (primo) descompensação diabética (tipo I). A expansão volêmica é absolutamente necessária, sendo indicada a solução salina via de regra, independentemente da natremia em questão. O bicarbonato é usado em situações excepcionais, somente em acidoses colossais. A insulina regular endovenosa é a usada, em razão de sua rápida ação e maior previsibilidade num paciente desidratado (que teria absorção subcutânea não confiável). Por fim, embora o paciente esteja ora hipercalêmico, o tratamento geral tenderá a melhorar o pH e o promover um shift do potássio. Posteriormente, de fato, a tendência é de se repor àquele cátion, tendo em vista a perda renal que já ocorrera.