ABRAMEDE - Associação Brasileira de Medicina de Emergência

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30/12/10


Derrame pleural hipertensivo e desvio de mediastino.

Esse caso ocorreu numa mulher de 25 anos, previamente hígida. Ela deu entrada no Pronto-Socorro com queixa de dispnéia há duas semanas, inicialmente aos grandes esforços, tendo progredido rapidamente para dispnéia ao repouso. Ela negou febre, perda de peso, tosse, expectoração; referiu sudorese noturna e prurido no período. Estava corada, hidratada, acianótica, anictérica, afebril e taquipnéica (FR: 34 ipm); região cervical: traquéia desviada para direita e linfonodo supraclavicular esquerdo de 4 cm, palpável, indolor e endurecido; ictus cordis palpável no hemitórax direito; hemitórax esquerdo: macicez à percussão e MV abolidos; dispnéia intensa que piorava ao decúbito lateral direito (trepopnéia); abdome: sem vísceras palpáveis.

Realizada a radiografia de tórax que evidenciou derrame pleural à esquerda, volumoso, ocasionando desvio de todas as estruturas do mediastino para direita. Imediatamente, devido ao risco de parada cardiorrespiratória em AESP ou assistolia, foi realizada uma toracocentese de alívio (1.200 mL), com rápida resolução da dispnéia.

A tomografia de tórax mostrou uma massa mediastinal e a biópsia confirmou tratar-se de um linfoma de Hodgkin tipo esclerose nodular.

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