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Jovem com dispnéia intensa

Homem de 33 anos é levado ao hospital devido à dispnéia intensa de início há 12 horas. Familiar relata que o paciente tem asma brônquica desde a infância e quando fica muito desconfortável, vai ao pronto-socorro tomar injeções e realizar inalações, embora nunca tenha sido internado. Nega tabagismo ou outras doenças.

Ao exame físico: ansioso, sudoréico, confuso; freqüência respiratória: 36 ipm; ausculta pulmonar: sibilos bilaterais discretos.

Considerando apenas a insuficiência respiratória aguda, o resultado mais provável da gasometria arterial, respectivamente, PaCO2 (mmHg), bicarbonato (mmol/L) e pH, é:









Comentários (4)

  1. 21/06/2010 às 22:12
    #1 thayles

    Pelo fato de o paciente estar taquipnéico e hiperventilando, o pCO2 não deveria estar diminuído? Com isso não se trataria de uma alcalose respiratória?

  2. 27/06/2010 às 20:55
    #2 Gustavo Vinicius Meirelles Tenfen

    Concordo com o Thayles, em função da hiperpneia o paciente deveria apresentar alcalose respiratória, pois o paciente não apresenta um problema da troca gasosa dentro dos alvéolos mas sim uma síndrome obstrutiva. Desta forma, com a taquipnéia e com a troca gasosa normal, o paciente deveria apresentar alcalose respiratória severa e, caso estivesse hipoxêmico, poderia apresentar concomitantemente acidose metabólica em função do alto gasto energético e do metabolismo anaeróbio.

  3. 28/06/2010 às 21:49
    #3 Abel(LAUEC CG)

    O paciente está em franca crise asmática aguda grave devido aos sinais de fadiga respiratória a a confusão mental.Ele provavelmente não está hiperventilando, pelo contrário, sua é de FR= 36 ipm retendo CO2.Além disso, o próprio broncoespasmo expiratório da asma dificulta a saída de CO2 o qual acumula-se naturalmente, levando a acidose respiratória.A hipóxia tecidual leva á acidose metabólica.

  4. 29/06/2010 às 09:55
    #4 Tarcylio Esdras

    Concordo com os colegas… eu também esperaria encontrar uma alcalose respiratória devido a taquipnéia e hiperventilação até pq a frequencia respiratória está em 36 irpm ainda… talvez pudéssemos esperar um componente de acidose metabólica devido a hipoxemia mas nao o suficiente ainda para modificar a gasometria. Acho q o paciente ainda nao está em fadiga respiratória para caracterizar a acidose metabólica ainda…

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